sábado, 2 de janeiro de 2016

2016 ANO CRUCIAL PARA EMPRESAS FROTISTA - ECONOMIA É A PALAVRA DE ORDEM

Atitudes que economizam, sempre bem-vindas

A maneira de dirigir pode fazer a diferença nos custos de sua frota. Acompanhe alguns erros comuns dos motoristas e oriente seus profissionais

No quebra-cabeça a ser montado pelas empresas para a redução dos custos do transporte, uma peça é fundamental: o bom desempenho do motorista. Não basta ser ágil e rápido, é preciso dirigir economicamente. A maneira de guiar está diretamente relacionada ao desgaste dos mais diversos componentes do veículo e, principalmente, ao consumo de combustível. Testes realizados com motoristas diferentes dirigindo um mesmo caminhão apontaram que este gasto pode variar em até 30%, dependendo da forma como o veículo é dirigido.
Muitas vezes, o costume permite que o condutor cometa, sem perceber, alguns erros que prejudicam o bom funcionamento dos ônibus e caminhões, gerando gastos extras com manutenção. Prestar atenção a estas falhas corriqueiras é fundamental para aumentar a rentabilidade do transporte.

 Iniciar o movimento bruscamente – Como o caminhão costuma movimentar cargas muito pesadas, o ideal é não acelerar com violência no momento do arranque. Isto porque o motor terá de fazer um esforço elevado em pouco tempo, gerando desgaste desnecessário. Além disso, os pneus também serão bastante prejudicados. O recomendável é sair suavemente, para que o veículo adquira velocidade de forma gradual.

 Motor funcionando em marcha lenta por longos períodos –Segundo dados do Conpet - Programa nacional da racionalização do uso dos derivados do petróleo e do gás natural, um caminhão parado no trânsito ou estacionado para carregamento ou descarregamento de mercadorias com o motor ligado consome o equivalente a 100 mililitros de combustível por minuto. Isto significa que, se forem feitas dez paradas por dia, ao final de um ano serão desperdiçados cerca de mil litros de óleo diesel. Além do consumo de combustível, esta prática acarreta aquecimento do motor, reduzindo sua vida útil. Portanto, o ideal é não deixar o veículo funcionando enquanto parado.

 Dirigir com o pé esquerdo apoiado na embreagem – A pressão contínua gera danos no disco deste componente, causando seu desgaste acelerado. O motorista deve tirar o pé da embreagem o mais rápido possível.

 Descansar a mão em cima da alavanca do câmbio – O peso da mão e os movimentos do caminhão movem o câmbio, mesmo que minimamente. Isso faz com que a alavanca envie sinais de mando de troca de marcha que não se realizam, prejudicando o funcionamento do trambulador (parte superior da tampa da caixa de mudança de marchas) e nas válvulas pneumáticas do sistema. É necessário guiar com as duas mãos sobre o volante também por questão de segurança.

 Manter o motor em faixa de rotação inadequada – Normalmente, os motores são projetados para atuar em baixas rotações, no intervalo entre 1.000 rpm e 1.500 rpm. Para preservar este equipamento, você deve estar atento ao desenho do conta-giros, procurando manter o giro do motor na faixa verde. No caso de subidas, para poder trocar de marcha, o condutor pode elevar a rotação, mas deve diminuí-la logo em seguida. Também nos aclives, quando o giro do motor tende a cair, é preciso esperar até o limite mínimo (por volta de 1.000 rpm) até mudar a marcha.

 Rodar em descidas com o câmbio em “ponto morto”– Além de ser proibida por lei, esta prática prejudica diversos componentes do veículo. Ela causa aumento no gasto de combustível pois, com a marcha engrenada, a bomba injetora, por meio do regulador centrífugo, não permite o envio de combustível excessivo, o que não acontece com a marcha desengrenada. No câmbio, o óleo não circula, causando superaquecimento e possível choque térmico nos componentes do sistema de transmissão. Enquanto isso, o excesso de velocidade pode provocar o estouro dos pneus.
Também deve-se observar que nem sempre é possível obter o total domínio sobre um veículo nestas condições. O índice de acidentes no final de longos declives é bastante significativo.

 Guiar agressivamente – Se o motorista dirige com velocidade inadequada ao tipo de estrada, acaba abusando do freio de serviço. O atrito com as lonas aquece o tambor, que esquenta a roda e conseqüentemente o pneu, em especial o talão, gerando prematura desagregação destes componentes.
Além disso, dirigir em velocidade excessiva é comprovadamente antieconômico. Testes realizados pela Petrobras indicam que o gasto de combustível a 100 km/h pode ser até 20% maior do que a 80 km/h. Por isso, o condutor deve respeitar o limite de velocidade da via.
Em caso de serra, ele deve descer com o veículo engrenado na mesma marcha necessária para subir. Com isso, ele passará utilizando o chamado freio motor, que poupa o freio de serviço, mantendo sua total capacidade de ação em caso de necessidade.

 Pneus com pressão inadequada – Quando há excesso de ar, o pneu apóia-se mais na faixa central da banda de rodagem, ocasionando desgaste mais rápido desta região, o que prejudica a suspensão e o conforto no interior do veículo. Já se a pressão de enchimento for insuficiente, haverá maior desgaste das laterais do pneu. Neste caso, ocorrerá o maior flexionamento deste componente, contribuindo para o aumento da geração de calor, o que prejudica sua estrutura.
Assim, o condutor deve verificar freqüentemente a correta pressão de ar dos pneus de forma a aumentar sua vida útil.

Lembre-se: mudar a forma de dirigir é uma atitude que demanda atenção e esforço, tanto dos gestores da frota quanto dos motoristas, mas que pode gerar ótimos resultados.

Fontes: Sest/Senat e Scania

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