domingo, 28 de outubro de 2012

"JUIZ DE MERDA" - SAULO RAMOS A CELSO MELLO

 


Com a colaboração do leitor José Carlos Medeiros, o blog reproduz trecho do livro “Código da vida” em que o ex-ministro da Justiça Saulo Ramos chama Celso Mello, ministro do STF, de “juiz de merda”.
“Terminado seu mandato na Presidência da República, Sarney resolveu candidatar-se a Senador. O PMDB — Partido do Movimento Democrático Brasileiro — negou-lhe a legenda no Maranhão. Candidatou-se pelo Amapá. Houve impugnações fundadas em questão de domicílio, e o caso acabou no Supremo Tribunal Federal.
Naquele momento, não sei por que, a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:
— O processo do Presidente será distribuído amanhã. Em Brasília, somente estão por aqui dois ministros: o Marco Aurélio de Mello e eu. Tenho receio de que caia com ele, primo do Presidente Collor. Não sei como vai considerar a questão.
— O Presidente tem muita fé em Deus. Tudo vai sair bem, mesmo porque a tese jurídica da defesa do Sarney está absolutamente correta.
Celso de Mello concordou plenamente com a observação, acrescentando ser indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei.
O advogado de Sarney era o Dr. José Guilherme Vilela, ótimo profissional. Fez excelente trabalho e demonstrou a simplicidade da questão: Sarney havia transferido seu domicílio eleitoral no prazo da lei. Simples. O que há para discutir? É público e notório que ele é do Maranhão! Ora, também era público e notório que ele morava em Brasília, onde exercera o cargo de Senador e, nos últimos cinco anos, o de Presidente da República. Desde a faculdade de Direito, a gente aprende que não se pode confundir o domicílio civil com o domicílio eleitoral. E a Constituição de 88, ainda grande desconhecida (como até hoje), não estabelecia nenhum prazo para mudança de domicílio.
O sistema de sorteio do Supremo fez o processo cair com o Ministro Marco Aurélio, que, no mesmo dia, concedeu medida liminar, mantendo a candidatura de Sarney pelo Amapá.
Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.
Deus do céu! O que deu no garoto? Estava preocupado com a distribuição do processo para a apreciação da liminar, afirmando que a concederia em favor da tese de Sarney, e, agora, no mérito, vota contra e fica vencido no plenário. O que aconteceu? Não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator.
Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:
— Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do Presidente.
— Claro! O que deu em você?
— É que a Folha de S. Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o Presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o Presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de S. Paulo. Mas fique tranqüilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente.
Não acreditei no que estava ouvindo. Recusei-me a engolir e perguntei:
— Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S. Paulo noticiou que você votaria a favor?
— Sim.
— E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?
— Exatamente. O senhor entendeu?
— Entendi. Entendi que você é um juiz de merda! Bati o telefone e nunca mais falei com ele.”
(Saulo Ramos, “Código da Vida”, Ed. Planeta, 8ª reimpressão, 2007)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DICAS PARA A TROCA DE ÓLEO

O que pode ser um simples procedimento de manutenção pode esconder alguns truques.

 
Troca de ÓleoAlguns motoristas acham que a troca de óleo é algo realmente bastante simples a primeira vista. Grande parte deles sabem que este procedimento é fundamental para manter a vida útil do motor e também para garantir um melhor desempenho do carro. Mas esta troca de óleo também esconde alguns truques que muitos motoristas deixam passar simplesmente porque não prestam muito atenção nestes aspectos mais técnicos do seu meio de transporte ou porque não se interessam pelo assunto.
Vamos então entender um pouco mais sobre a importância do óleo do motor e também entender mais sobre esta troca que deve ser feita periodicamente.

Importância da lubrificação

O óleo do motor tem uma importância fundamental para o bom funcionamento desta parte que e considerada o coração do carro. Com uma lubrificação deficiente, que geralmente acontece quando o óleo fica muito tempo sem ser trocado, e vai ficando muito usado, o carro passa a ter um desempenho muito pior do que ele realmente deve ter.
O motorista poderá ir sentindo esta redução do desempenho ao longo dos dias, mas se ele ficar muito tempo sem trocar o óleo ele poderá causar sérios danos ao motor do veículo, podendo até mesmo fundir o mesmo. Se chegar neste ponto o motorista realmente poderá ter um grande prejuízo, já que em alguns casos este motor poderá custar até metade do valor do carro.

Questões sobre a troca de óleo

Vareta ÓleoO motorista poderá ter algumas duvidas na hora de fazer a chamada troca de óleo. Uma das principais questões, principalmente para os motoristas mais novos, é se ele deve usar o aditivo no óleo. Isso porque é muito comum que a pessoa chegue no local onde vai ser feito a troca e a pessoa que está atendendo diz que é muito importante a utilização do aditivo. Logicamente grande parte das empresas fazem isso porque este aditivo acaba sendo mais caro, e portanto o motorista se vê obrigado a gastar mais do que estava planejado.
Alguns especialistas defendem que o aditivo é muito importante para manter a qualidade do óleo, enquanto que outros afirmam que isso depende. Por exemplo, a se for usado óleo do mais alto nível API, o aditivo não se faz necessário. Portanto, se o motorista realmente estiver na dúvida em relação a esta questão, o ideal é fazer uma avaliação em um mecânico de confiança, e que de preferência não vá fazer esta troca de óleo, para saber se realmente o aditivo se faz necessário.
Uma outra questão está relacionado ao tempo que a pessoa poderá rodar com o carro antes de fazer esta troca de óleo. Geralmente a montadora do veículo estipula um determinado tempo para que o carro rode sem fazer esta troca, sendo que geralmente este procedimento acaba sendo feito durante as revisões. Mas em alguns casos os profissionais defendem que a troca seja feita antes do tempo pré-determinado pela montadora, especialmente se o carro estiver rodando muito dentro das cidades. Este conceito pode ser absorvido pelos motoristas que enfrentam grandes congestionamentos em muitos dias da semana, ou acaba tendo que enfrentar estradas que não apresentem condições adequadas, como terra, barro ou lama.
Um exemplo muito interessante para ilustrar melhor esta situação de troca de óleo: quando uma pessoa utiliza o carro apenas para ir e voltar ao trabalho, que fica a uma distancia de 3,5 Km de sua residência, saindo de casa de manhã cedo, deixando o carro desligado o dia inteiro e retornando no final da tarde, ele vai acabar tornando o óleo mais impuro. Isso porque ele não vai atingir a temperatura ideal de trabalho, e toda a condensação de água e combustível não queimado vai para o cárter e contamina o óleo. É o típico exemplo que a pessoa não roda muito com o carro, mas mesmo assim a troca se faz necessária.

Filtros de óleo

Outra questão que surge quando os motoristas vão fazer a troca do óleo é quando chega o profissional que vai fazer este procedimento e diz para o dono do carro que ele também terá que trocar o filtro. Alguns motoristas acabam achando que esta é mais uma maneira das pessoas ganharem mais dinheiro em cima das necessidades do motorista a e acabam não trocando. Mas alguns profissionais fazem uma comparação bastante interessante para ilustrar melhor esta questão relacionada aos filtros: Trocar óleo e manter o filtro é o mesmo que tomar banho e não trocar de roupa. Ou seja realmente é recomendado que o motorista faça a troca do filtro juntamente com a troca do óleo. Cada montadora acaba dando uma especificação sobre as questões relacionadas a troca de filtro, mas mesmo que o manual indique algo diferente, é muito recomendado que a pessoa aproveite a faça a troca do filtro.

Óleo Sintético

Sobre os óleos sintéticos que são vendidos para carros mais caros, é importante deixar claro que realmente eles são a melhor opção, não é apenas mais uma jogada de marketing para fazer com que as pessoas gastem mais. Mas é claro que grande parte das pessoas ainda acabam sendo afastadas desta opção devido ao óleo ser bastante caro. E não precisa ter um carro muito caro para aproveitar os benefícios deste tipo de óleo, até mesmo os carros populares acabam sentindo a diferença quando a pessoa investe neste tipo de produto. Dentre os principais benefícios que os sintéticos trazem para os carros estão os seguintes: partidas mais rápidas, economia de combustível, preservação do motor de arranque e bateria, redução do desgaste e aumento da vida útil do motor.

Óleo de marcas diferentes

Algumas pessoas acreditam que não podem misturar diferentes marcas de óleo no seu motor, mas segundo os especialistas, se isso for trazer alguma forma de economia para o dono do carro pode ser feito sem nenhum problema. Mas é importante que o óleo tenha as mesmas especificações. Especialistas explicam que os lubrificantes de mesma especificação de desempenho e viscosidade devem obrigatoriamente ser compatíveis.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

VOCÊ SABIA? VENDA DE COMBUSTÍVEL EM SACOS PLASTICOS E GARRAFAS PET É PROIBIDO?

LEIAM AS NORMAS ABAIXO E NUNCA CORRA RISCOS. NÃO É BRICANDEIRA...

Determinação da ABNT, objetiva garantir a segurança no transporte do combustível
Já está em vigor desde 2008 a norma técnica da ABNT NBR 15.594-1 que proíbe a venda de combustível em saquinho plástico e garrafa Pet. É dela também as instruções para abastecimento de motos. País afora ocorreram alguns casos de postos autuados por vender combustível em embalagens não apropriadas. Na maioria dos casos, o erro ocorre por desconhecimento.
A ABNT é o órgão responsável pela normalização técnica no País, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como único Foro Nacional de Normalização através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24.08.1992. A ABNT tem poder para autuação em caso de irregularidades.
Confira:
ABNT divulga nova norma de operação e manutenção de postos
A NBR 15.594 compila os principais procedimentos de operação e manutenção de postos. No caso das motocicletas, por exemplo, a norma define que o abastecimento desse tipo de veículo deve ser feito sem pessoas sentadas, com vazão lenta, sem auxílio do funil e mantendo o contato entre o bico e o bocal durante o abastecimento.
Já para as situações em que oconsumidor vem em busca de combustível para sanar uma pane seca no veículo, a venda de gasolina, etanol ou diesel fora do tanque só pode ser feita utilizando-se recipientes metálicos ou não metálicos, rígidos, certificados e fabricados para este fim e que permitam o escoamento da eletricidade estática gerada durante o abastecimento. Os não metálicos devem ter capacidade máxima de 50 litros e atender aos regulamentos municipais, estaduais ou federais. O abastecimento deve acontecer com o recipiente fora do veículo e apoiado sobre o piso, sendo o bico embutido ao máximo possível dentro dele. Ainda segundo a norma, para evitar que aconteça transbordamento no caso de dilatação do produto, os recipientes devem ser abastecidos em até 95% de sua capacidade.
Já o abastecimento de embarcações ou maquinários, que utilizam volumes superiores a 50 litros, deve ser feito em recipientes metálicos, certificados pelo Inmetro. Nesse caso, ele pode acontecer sobre a carroceria de um veículo, desde que a continuidade elétrica do aterramento seja garantida durante o abastecimento por meio do mínimo contato do bico com o recipiente.
Manutenção
A norma também especifica que o intervalo máximo para a inspeção dos equipamentos instalados nos postos é de três anos. O nível de inspeção e o intervalo entre as inspeções periódicas devem ser definidos de acordo com o tipo de equipamento, as recomendações do fabricante, a zona da área classificada, o lugar onde o equipamento está instalado e os resultados das inspeções anteriores. Além disso, a manutenção técnica deve ser realizada por profissionais qualificados.
Foram definidas, ainda, as rotinas do posto que exigem manutenções e inspeções constantes, diárias, semanais, mensais, bimestrais, semestrais e anuais.
Passo a passo do atendimento
Na norma também pode ser encontrado um passo a passo para o atendimento e a operação de abastecimento nos postos revendedores.
1) O abastecimento só pode ser iniciado quando:
- não houver fonte de na área de abastecimento e as instalações/equipamentos elétricos estiverem em conformidade com a ABNT NBR 14.6 3 9;
- o motor do veículo estiver desligado;
- não houver pessoas fumando;
- o atendente confirmar com o motorista o combustível a ser abastecido no veículo;
- o mostrador mecânico ou display da unidade abastecedora estiver totalmente zerado.
2) Para iniciar o abastecimento:
- evitar que a mangueira permaneça trespassada por baixo do veículo;
- acionar manualmente os teclados da unidade abastecedora eletrônica, nunca utilizando canetas ou outros objetos;
- retirar do suporte da unidade abastecedora o bico de abastecimento, posicionando a ponteira do pico para cima;
- operar manualmente a alavanca de acionamento da unidade abastecedora mecânica, nunca utilizando o bico de abastecimento ou outros objetos;
- manter a mangueira estendida, evitando a formação de pequenos laços, não tracionando nem torcendo excessivimente;
- inserir o bico de abastecimento no local do tanque do veículo.
3) Durante o abastecimento:
- manter o contato entre o bico de abastecimento e o bocal do tanque do veículo até que o abastecimento seja concluído;
- permanecer na área de abastecimento, podendo realizar outras tarefas inerentes á atividade quando o abastecimento for efetuado por meio de bico automático;
- operar de maneira contínua quando o abastecimento for efetuado por meio de bico simples, sendo proibida a utilização de qualquer tipo de objeto para travamento do gatilho, não podendo realizar outras tarefas inerentes à atividade;
- interromper imediatamente a operação em caso de derramamentos, iniciando prontamente a remoção do produto derramado com material absorvente, conforme Seção 13, que deve ser manuseado e armazenado conforme Seção 12;
4) Após o abastecimento:
- destravar o bico automático de abastecimento caso ele ainda esteja acionado;
- retirar o bico de abastecimentodo bocal do veículo, mantendo sua ponteira para cima;
- desligar a unidade abastecedora, recolocando o bico de abastecimento em sue suporte;
- comunicar imediatamente o responsável pelo posto revendedor veicular em caso de anormalidade constatada durante o abastecimento, devendo acontecer a inspeção dos equipamentos conforme a norma ABNT NBR 15.594-3.
Fonte: Resan